Egressos

 

Pós-Doutorados

Marcos Roberto de Vasconcelos Lanza. Desenvolvimento de Eletrodos de Difusão Gasosa (EDG) Para Aplicação em Reatores Eletroquímicos ao Tratamento de Efluentes Orgânicos. Período: 2002. FAPESP.

Sandra Regina de Moraes. Camadas de Conversão de Cério Combinadas com Polianilina para Proteção Contra a Corrosão de Ligas de Alumínio. Período: 2006-2008. FAPESP.

Rodrigo de Santis Neves. Desenvolvimento de Filmes Duplos de Camadas Auto-organizáveis Recobertos com Polianilina para a Proteção Contra Corrosão de Ligas de Alumínio. Período: 2006-2008. FAPESP.

Doutorados

José Ribeiro dos Santos Junior - Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 27/10/1995.

Título: Síntese, caracterização e análise morfológica de polianilina eletropolimerizada na presença de diferentes ácidos.

Resumo: Neste trabalho foram analisados vários aspectos do comportamento eletroquímico e eletrônico de filmes de polianilina, PAni, eletrosintetizados através de voltametria cíclica. Para tanto, foi estudado o efeito de diferentes variáveis de preparação, tais como, concentração de monômero, potencial de inversão na voltametria cíclica e composição do meio eletrolítico (HCl, CaCl2 + HCl, ácido canfor sulfônico e ácido polivinil sulfônico), no comportamento eletroquímico da PAni. O estudo morfológico das amostras do polímero, obtidas nas diversas condições, foi realizado através da técnica de microscopia eletrônica. Técnicas espectroscópicas de uv-visível e infravermelho, raios-x e medidas de condutividade foram utilizadas para caracterizar os filmes poliméricos. Em uma etapa posterior, os mesmos filmes foram estudados em meio aquoso de acido clorídrico 1 M por espectroscopia de impedância a.c. As amostras apresentaram pequenas diferenças entre si para um mesmo potencial em que foram feitas as medidas, exc

Rosangela Maria Pomponio Saldanha – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 11/08/1997.

Título: Análise da interface eletrodo monocristalino de ouro/solução aquosa contendo piridina por espectroscopia de imitância a.c.

Resumo: Neste trabalho são analisadas alguns aspectos da aplicabilidade da técnica de espectroscopia de imitânica a estudos de interfaces eletrodo sólido / solução, na ausência de processos faradaicos. Para tal selecionados eletrodos de ouro com orientações cristalográficas (111) e (210) e uma solução contendo 10 mM de KF, como eletrólito suporte, e piridina, cuja concentração foi variada de 0,01 mM a 4,6 mM. Os dados experimentais foram analisados através do programa EQUIVCRT, o qual se utiliza de rotinas de ajuste por mínimos quadrados não lineares, atribuindo à interface eletrodo sólido/solução um comportamento descrito por um circuito equivalente composto de uma resistência em série com um elemento de fase constante. Os resultados deste ajuste por sua vez, foram analisados basicamente através da dependência com o potencial do eletrodo de dois parâmetros a saber: o fator pré-exponencial,’Y IND.o’ e o expoente, ‘n IND. F’, relacionado ao deslocamento do ângulo de fase. Desta análise pode ser observada que a adsorção de piridina tem uma forte influência da orientação cristalográfica do eletrodo e que os desvios do comportamento capacitivo ideal são predominantemente de origem interfacial.

Richard Feliciano – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – data de defesa: 16/11/1999.

Título: Características da adsorção de ciclohexanol e N-propanol sobre Au(210) e Au(111) analisadas por espectroscopia de impedância eletroquímica.

Resumo: Neste trabalho são analisados alguns aspectos da aplicabilidade da técnica de espectroscopia de impedância a.c. a estudos de interfaces eletrodo sólido/solução, na ausência de processos faradaicos. Para tal, forma selecionados eletrodos de ouro com orientações cristalográficas (111) e (210) e uma solução contendo 0,5 e 0,01 mol L-1 de KF, como eletrólito suporte, e ciciohexanol e n-propanol, cuja concentração foi variada de 0,01 a 0,361 mol L-1. Os dados experimentais foram analisados através do programa EQUICRT, o qual se utiliza de rotinas de ajuste por mínimos quadrados não lineares, atribuindo a interface eletrodo sólido/solução um comportamento descrito por um circuito equivalente composto de uma resistência em série com um elemento de fase constante. Os resultados destes ajustes, por sua vez, foram analisados através da dependência com o potencial do eletrodo de dois parâmetros a saber: o fator pré-exponencial, Y0, e o expoente, nf, relacionado ao deslocamento do ângulo de base. Para o ciclohexanol, foram feitos estudos de capacidade variando a freqüência e para freqüência fixa, comparando com o presente na literatura. Também para o ciclohexanol, experimentos de cronoulometria foram apresentados para comparar com as aproximações feitas para o cálculo de capacitância para medidas de impedância a freqüência fixa. Desta análise pode-se observar a influência da orientação cristalográfica, da concentração do eletrólito suporte e da natureza do orgânico nos parâmetros de ajuste dos resultados de impedância. O ciclohexanol tem duas possibilidades de orientação na superfície do eletrodo, enquanto que o n-propanol somente uma. Outra importante observação é a quantidade de informações que pode ser extraída pela aplicação de espectroscopia de impedância eletroquímica a estudos de processos de adsorção comparado com a técnica cronocoulometria.

Everaldo Carlos Venâncio – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 27/06/2000.

Título: Agregação de metais a filmes de polianilina e sua aplicação na eletro-oxidação de glicerol e metanol.

Resumo: Neste trabalho foi estudada a influência da dispersão de platina e de codepósitos de Pt-Ru e Pt-Rh em filmes de polianilina (PAni), frente à oxidação eletroquímica de metanol e glicerol. No caso específico da platina os estudos foram realizados sobre ouro e carbono vítreo, onde foram obtidos filmes de PAni com diferentes morfologias. Os resultados mostraram que a morfologia do filme de PAni influencia na dispersão das partículas de platina, sendo que o filme de PAni obtido sobre ouro apresentou uma melhor eficiência na oxidação do glicerol. 0 uso dos codepósitos de Pt-Ru e Pt-Rh foi conduzido sobre filmes de polianilina eletropolimerizados sobre ouro (Au/PAni). A eficiência destes eletrodos na oxidação de glicerol apresentou dependência com: o tipo de codepósito utilizado; a quantidade de codepósito agregada ao filme de Pani; a composição do codepósito. Os filmes de PAni contendo os codepósitos de Pt(82 %)-Ru(18 %) e Pt(89 %)-Rh(11 %) apresentaram melhor eficiência na oxidação de glicerol, onde foram obtidos máximos de densidade de corrente em potenciais menos positivos do que os obtidos com o eletrodo Au/PAni-Pt. Os estudos de FT-IR in situ realizados com os eletrodos de Au/PAni-Pt(0,18 mg cm-2 = 360 mC cm-2) e Au/PAni-(Pt82 %-RU18 %), na ausência de glicerol, apresentaram as bandas características da PAni, em seus diferentes estados de oxidação (sal de leucoesmeraldina / sal de esmeraldina / pernigranilina). Os estudos na presença de glicerol 0,1 M, oxidação entre 0,05 e 0,85 V, apresentaram bandas características de formação de aldeído (provavelmente gliceraldeído), ácido carboxílico (provavelmente ácido glicérico), e de dióxido de carbono.

Laerte Pinhedo – Programa de Pós-graduação Interunidades em Ciência e Engenharia de Materiais – EESC/IFSC/IQSC-USP – Data de defesa: 21/07/2003.

Título: Remoção de molécula orgânica poluidora de águas residuais : estudo de caso ácido húmico.

Resumo: No presente estudo são estabelecidas condições e comparados métodos para a oxidação de ácido húmico em meio aquoso. Para tal, foi utilizado ácido húmico comercial, não purificado, em concentração próxima às encontradas no meio ambiente aquoso (30 mg L-1). Devido ao fato do AH ser não purificado, foram realizados ensaios preliminares, em diferentes eletrólitos suporte, visando observar diferenças em relação a ácido húmico purificado, previamente estudado. Para a oxidação eletroquímica em reator de bancada, foram utilizados anodos de óxidos mistos (binários Ti/Ru – Ti/Ir e ternários Ti/Ru/Ir). Para a oxidação eletroquímica e fotoeletroquímica, em reator de escala piloto o anodo utilizado foi de composição binária Ti/Ru e para irradiar a solução e o eletrodo, foram utilizadas duas lâmpadas de vapor de mercúrio de 400 W e 250 W. Foram realizados também ensaios de oxidação química com hipoclorito de sódio e de degradação fotocatalítica. As análises dos produtos de degradação foram realizadas por espectroscopia de UV-visível, transmitância, fenóis totais, carbono orgânico total e cromatografia líquida. O método eletroquímico remove a cor e a carga orgânica das soluções entretanto, o método fotoeletroquímico mostra-se mais eficiente em ambos os aspectos. Além disto, a eficiência do método fotoeletroquímico é aumenta com a potência de irradiação da lâmpada sendo que o custo energético é menor que para o método eletroquímico. Ambos os métodos não produzem resíduo sólido ou lodo. Partindo do pressuposto de que em meio de cloreto ocorre a formação de hipoclorito na superfície do eletrodo, foi adicionada diferentes quantidades de hipoclorito de sódio à amostras da solução de AH. O observado foi que para concentrações de hipoclorito < 200 mg L-1 não ocorre a degradação de AH dentro do período de 120 horas entretanto, com o aumento da concentração do hipoclorito, para valores a partir de 200 mg L-1, o efeito da oxidação torna- se acentuado em poucos minutos. Alta dosagem de hipoclorito causa na solução, uma redução de cor de maneira rápida e apresenta uma banda espectroscópica na região de 290 nm, similar ao método eletroquímico

Marcos Feitosa Pantoja – Programa de Pós-graduação Interunidades em Ciência e Engenharia de Materiais – EESC/IFSC/IQSC-USP – Data de defesa: 27/08/2003.

Título: Estudos em sínteses e caracterizações de copolímeros de anilina e o-metoxianilina e sua aplicação como agente inibidor de corrosão de aço inoxidável.

Resumo: Neste trabalho foram sintetizados, quimicamente, copolímeros obtidos a partir de misturas de anilina e o-metoxianilina com diferentes proporções destes monômeros. As características de síntese, tais como as variações de potencial de circuito aberto e de temperatura em função do tempo de reação, foram medidas e comparadas com as dos homopolímeros precursores. A caracterização dos materiais foi realizada com técnicas de voltametria cíclica (resposta eletroquímica); espectroscopia nas regiões do ultravioleta-visível e infravermelho. Os polímeros foram purificados por meio de titulação potenciométrica, e os materiais separados foram analisados por cromatografia de permeação em gel (GPC), a composição do material resultante da síntese foi então avaliado e a massa molar dos polímeros foi estimada. Os polímeros foram então utilizados como recobrimento de substratos metálicos, para verificação de sua capacidade de inibir o processo de corrosão do metal.

Geoffroy Roger Pointer-Malpass – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa:08/03/2004.

Título: Eletro-oxidação de aldeídos sobre ânodos do tipo dimensionalmente estáveis.

Resumo: Neste trabalho é apresentado o estudo da oxidação de formaldeído, acetaldeído, propionaldeído e n-butiraldeído sobre ânodos do tipo dimensionalmente estáveis (ADE) em uma célula de fluxo. Foram utilizados eletrodos de fabricação artesanal com as seguintes composições nominais: Ti/Ru0,3Ti0,7O2, Ti/Ir0,3Ti0,7O2, Ti/Ru0,1Sn0,9O2, Ti/Ru0,2Sn0,8O2 e Ti/Ru0,3Sn0,7O2 e de fabricação industrial (comercial): Ti/ Ru0,3Ti0,7O2. Em uma etapa inicial foram investigadas as propriedades morfológicas das superfícies eletródicas por métodos in situ e ex situ. Em uma segunda etapa, com o intuito de otimizar as condições de análise dos produtos e de estimar a eficiência de oxidação pelo método de fluxo de oxigênio, a célula de fluxo foi caracterizada utilizando a oxidação galvanostática de soluções de formaldeído-metanol como reação de prova. A etapa seguinte envolveu a oxidação galvanostática de acetaldeído, propionaldeído e n-butiraldeído, o que mostrou a ocorrência de queda na eficiência de oxidação com aumento da cadeia alifática. A normalização dos dados obtidos em função do conteúdo de espécie hidratada do aldeído (o gem-diol), indica que a eficiência de oxidação não se altera, enquanto que a quantidade de produtos formados, especialmente CO2, apresenta uma diminuição marcante.

Eveline de Robertis – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 25/08/2004.

Título: Preparação de ligas “electroless” de Pd-P sobre substrato de aço carbono : Caracterização estrutural, morfológica e eletroquímica

Resumo: Neste trabalho foram depositados filmes finos de Pd-P sobre aço carbono com a utilização do técnica de deposição conhecida como “electroless”. O objetivo deste trabalho foi de avaliar a atividade eletrocatalítica destes filmes frente a RDH, visando no futuro, empregá-los como catalisadores para reações de hidrogenação. Os depósitos foram estudados com duas variáveis, tempo de deposição e concentração do agente redutor no banho. Estes depósitos foram caracterizados estruturalmente por difração de Raios-X, morfologicamente por MEV e AFM, suas composições químicas foram analisadas por EDX e seu comportamento eletrocatalítico, foi avaliado para a reação de desprendimento de hidrogênio em meio alcalino, com o emprego das técnicas de polarização e espectroscopia de impedância eletroquímica. Adicionalmente, a viabilidade da utilização da técnica de impedância no estudo do processo de deposição foi verificada. Os filmes de Pd-P obtidos são compactos e apresentam algumas rachaduras devido ao estresse da deposição, além disso são menos rugosos quanto maior for o tempo de deposição e a concentração do agente redutor no banho. A distribuição de P sobre a superfície é bastante homogênea e a presença deste elemento na liga provoca a formação de estruturas microcristalinas. Quanto maior a concentração de P menor é o caráter cristalino do depósito. Foi verificado que o mecanismo para a RDH varia de acordo com certas concentrações de P no depósito e que provavelmente estruturas microcristalinas exercem influência na cinética da reação. O ajuste dos dados de impedância a circuitos elétricos equivalentes permitiu caracterizar os processos que ocorrem na interface em função do potencial aplicado. Os perfis das curvas e os valores dos parâmetros de ajuste são semelhantes nos eletrodos que seguem a mesma cinética, com algumas diferenças relativas ao lado do eletrodo na interface. Os resultados de impedância, modelados por um circuito equivalente, forneceram importantes informações a cerca da dependência com o tempo de deposição, das propriedades do processo em si e do depósito que está sendo formado. A dependência da resistência do filme com o tempo de deposição, associada com a informação sobre o conteúdo de P no filme, durante o processo de deposição, indicou uma relação estreita entre ambos, e seus valores sugerem um comportamento de semicondutor para os depósitos “electroless”. Estes resultados mostraram a viabilidade da técnica neste tipo de estudo.

Rodrigo de Santis Neves – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 01/12/2004.

Título: Adsorção de fenol em eletrodo de ouro monocristalino com orientação (210): Um estudo eletroquímico e por simulação computacional.

Resumo: O conhecimento das características da adsorção de substâncias orgânicas em superfícies metálicas é extremamente importante no ramo da eletroquímica interfacial, pois tais características tendem a influenciar o mecanismo de processos que ocorrem na superfície do eletrodo. Classicamente, a maioria dos estudos sobre o tema são realizados com a utilização de técnicas eletroquímicas, como a espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE) e a cronocoulometria, combinadas com a aplicação de técnicas ópticas aplicadas in situ. Mais recentemente, a partir do final da década de oitenta, técnicas de simulação computacional, especificamente as de Monte Carlo e dinâmica molecular, passaram a ser aplicadas ao estudo do fenômeno de adsorção molecular em superfícies metálicas. Assim sendo, neste trabalho é apresentado um estudo sobre a adsorção de fenol em um eletrodo monocristalino Au(210) com a utilização da técnica de EIE, e com a realização de simulações computacionais de Monte Carlo e de cálculos ab initio. Para a realização das simulações de Monte Carlo, foi desenvolvido um novo modelo de interação para moléculas de água com a superfície Au(210), o que possibilitou a realização de cálculos de potencial de força média (PFM) para adsorção do fenol na mesma superfície. Simulações de Monte Carlo referentes a adsorção de fenol em um eletrodo “liso” de ouro indicam que o processo ocorre em duas etapas distintas: a adsorção de fenol pelo átomo de oxigênio, com o anel aromático apontando em direção a solução, seguido de uma reorientação, onde a molécula adota a orientação perpendicular a superfície. Essa observação foi confirmada com a realização de cálculos de PFM para o fenômeno de adsorção. Cálculos de PFM realizados para a adsorção do fenol em um eletrodo Au(210) resultaram em observações equivalentes. Nestes cálculos foram encontrados dois sítios preferenciais para a adsorção de moléculas de fenol, sendo que em um deles, o processo de adsorção passa pela formação de potes de hidrogênio entre as moléculas de água adsorvidas e a molécula de fenol. A combinação entre os resultados obtidos com a utilização da EIE e os provenientes das simulações, indicam que o fenol adsorve de maneira distintas em dois sítios diferentes na superfície, com dispersão de capacitância considerável associada a um dos processos de adsorção. O comportamento dispersivo está, provavelmente associado a relaxações na camada do solvente do eletrodo, que ocorrem, segundo as simulações, durante a adsorção em um sítio de primeira camada da superfície. Adicionalmente, os resultados obtidos com a a EIE, indicam que a relação direta entre o comportamento das curvas de capacitância interfacial e a reorientação da molécula de fenol adsorvida na superfície, encontrada em estudos correlatos, não pode ser feita devido a ocorrência de dispersão de capacitância.

Marciana Catanho – Programa de Pós-graduação em Química – Área de Química Analítica – IQSC-USP – Data de defesa: 09/12/2005.

Título: Degradação fotoeletroquímica de corantes reativos característicos de efluentes industriais têxteis

Resumo: No presente trabalho foram aplicados diferentes métodos de degradação para alguns corantes característicos de indústrias têxteis (azul remazol RN, vermelho remazol RB, preto remazol B, alaranjado remazol 3R e amarelo ouro remazol RNL) com o intuito de determinar, comparativamente, o mais eficiente. Os métodos de tratamento empregados foram: fotoeletroquímico (eletroquímico assistido fotocataliticamente), eletroquímico e fotocatalítico. O processo fotocatalítico consistiu na interação de uma radiação UV-vis com a superfície do eletrodo, o eletroquímico foi aplicação de uma corrente constante e o fotoeletroquímico implicou na aplicação simultânea de uma corrente constante associada a uma radiação UV-vis. O eletrodo de trabalho utilizado foi um ânodo dimensionalmente estável comercial com composição nominal descrita como Ti/Ru0,3Ti0,7O2. Foram realizadas voltametrias cíclicas de Pt para caracterizar os corantes e, para evidenciar as propriedades fotocatalíticas do eletrodo de trabalho, do ânodo dimensionalmente estável na presença e na ausência de radiação luz UV-vis. Assim, foi investigado tanto o efeito da densidade de corrente (2 – 89 mA cm-2), quanto do uso de diferentes eletrólitos suporte (Na2SO4, NaCl, NaNO3 e NaOH). As técnicas de análise usadas para a caracterização de amostras da solução foram espectroscopia de UV-vis, cromatografia líquida de alta eficiência e determinação de teor de carbono orgânico total. Os resultados mostraram que é possível oxidar, pelos métodos propostos, os corantes remazóis em diferentes eletrólitos suporte. O hidróxido de sódio demonstrou bons efeitos na descoloração, eletroquímica e fotoeletroquímica, do corante azul remazol RN. A degradação com o sulfato de sódio, tanto para o azul remazol RN quanto para o vermelho remazol RB, mostrou que o processo fotocatalítico foi menos eficiente, sendo que depois o eletroquímico apresentou uma significativa melhora e o mais eficaz foi o fotoeletroquímico. Ao degradar o vermelho remazol RB, usando o cloreto de sódio, foi observada uma rápida descoloração em menos de cinco minutos de experimento, principalmente devido à formação de hipoclorito na superfície do eletrodo o método FE foi mais eficaz que o EL. A pesquisa também demonstrou a viabilidade dos tratamentos EL e FE para os corantes (preto remazol B, alaranjado remazol 3R e amarelo ouro remazol RNL), sendo que mais uma vez, o método FE foi mais eficaz.

Sandra Regina de Moraes – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 16/01/2006

Título: Síntese e caracterização da mistura de polianilina em diferentes matrizes poliméricas para proteção contra a corrosão de ligas metálicas.

Resumo: Neste trabalho foram polimerizadas blendas e compósitos de polianilina (PAni), utilizando métodos químico e eletroquímico, sobre eletrodos de platina (Pt) e aço inoxidável (AISI-304), em diferentes meios aquosos. As blendas e compósitos de PAni foram preparados a partir de solução aquosa de H3PO4, contendo anilina e diferentes concentrações de carboximetilcelulose sódica (CMC) ou ácido dodecilbenzenosulfônico (DBSA). Para a formação dos filmes poliméricos, sobre ambos os substratos metálicos, a técnica de voltametria cíclica foi utilizada, tendo sido investigada a influência das concentrações de CMC e de DBSA nas características do processo de polimerização bem como, no material resultante. Por outro lado, na polimerização química, realizada a 20º.C e na presença de’(N ‘IND. H4′)2′S IND.2 ‘IND.O8), curvas potenciométricas e calorimétricas foram obtidas para auxiliar na caracterização das sínteses. Os materiais poliméricos foram caracterizados com o uso das técnicas de voltametria cíclica (resposta eletroquímica), espectroscopia de UV-Vis-NIR, espectroscopia de infravermelho, de medidas de condutividade por quatro pontos, microscopia eletrônica de varredura, espectroscopia dispersiva de energia de raios-X (EDX) e termogravimetria (TG). A partir dos resultados obtidos, foram observadas diferenças decorrentes da concentração de CMC, com influência tanto na velocidade de polimerização, quanto nas propriedades físicas e químicas de PAni-CMC. As interações entre PAni e CMC ocorrem por ligações de hidrogênio sendo a estrutura dos filmes PAni-CMC fortemente depende da concentração de CMC. Há significativas diferenças, tanto no processo de eletropolimerização de PAni-DBSA sobre Pt e AISI-304, quanto nas propriedades físicas e químicas dos polímeros. Estruturalmente, os filmes de PAni-DBSA eletropolimerizados sobre AISI-304 são mais porosos e apresentam maior eletroatividade, conseqüência da pré-camada de óxido formada durante a eletropolimerização. Mediante os ensaios de corrosão, foi verificado que os filmes de PAni-CMC aplicados sobre AISI-304 apresentam variação na composição após os ensaios de corrosão, enquanto que a proteção fornecida pelos filmes de PAni-DBSA depende da espessura dos mesmos. Ambos os filmes protegem efetivamente superfícies de aço inoxidável AISI-304 contra a corrosão e são alternativas extremamente viáveis quando comparados aos materiais convencionalmente utilizados.

Mestrados

Rosangela Maria Pomponio Saldanha – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 21/09/1989.

Título: Adsorção de anion sulfato ácido na interfase, eletrodo de mercúrio/solução.

Richard Feliciano - Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 21/10/1994.

Título: Estudo da adsorção de isobutiramida na interface ouro policristalino/solução pela técnica de espectroscopia de impedância a.c.

Resumo: No presente trabalho e estudada a adsorção de isobutiramida em uma interface formada por um eletrodo de ouro policristalino e uma solucao 0,1m de acido sulfúrico, através da técnica de espectroscopia de impedância a.c. através de valores experimentais dos componentes em fase e fora de fase da impedância foram determinadas as curvas de capacidade diferencial em função do potencial, levando em conta o deslocamento do angulo de fase. Essas curvas de capacidade foram então duplamente integradas e o excesso superficial determinado e analisado em termos de sua dependência com a densidade de carga sobre o eletrodo. Aplicando a isoterma de Frumkin para descrever a adsorção da isobutiramida sobre ouro policristalino foi observado que a energia livre padrão de adsorção aumenta em modulo com a carga sobre o eletrodo, tornando-se mais positiva. Adicionalmente, o parâmetro de interação da isoterma de Frumkin e positivo refletindo uma interação atrativa entre espécies adsorvidas, que aumenta quando a carga sobre o eletrodo tende a valores mais negativos.

Everaldo Carlos Venâncio – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 16/09/1996.

Título: Síntese e caracterização de polianilina eletropolimerizada na presença de ácido dicloroacético e tricloroacético em carbonato de propileno.

Resumo: Neste trabalho foram estudadas as condições de síntese eletroquímica de polianilina (PAni) em carbonato de propileno (CP) na presença dos ácidos dicloroacético (ADCA) e tricloroacético (ATCA). Esses estudos foram realizados na presença de 0,5m de perclorato de lítio através de voltametria cíclica de varredura linear a 10 mV s-1 entre -0,6 a 0,55 V vs. Ag/0,01 M AgNO3 em cp. Filmes eletroativos foram obtidos em concentrações de ADCA ≥ 2 M e ATCA ≥ 1 M em todos os intervalos. A resposta eletroquímica mostrou a ocorrência de processos redox característicos da formação de polaron e bipolaron assim como de processos de degradação do polímero. Através da caracterização utilizando espectroscopia de infravermelho e uv-visivel pode ser concluído que os polímeros obtidos estão na forma de sal esmeraldina, dopados por anions perclorato. Os estudos de microscopia eletrônica de varredura mostraram que PANI obtida presença de ATCA apresenta estrutura fibrilar, enquanto que na presença de ADCA apresenta estrutura globular. O sal esmeraldina obtido na presença de ADCA e ATCA é solúvel em n-metil-2-pirrolidona e pouco solúvel em dimetilsulfóxido.

Marcos Feitosa Pantoja – Programa de Pós-graduação Interunidades em Ciência e Engenharia de Materiais – EESC/IFSC/IQSC-USP – Data de defesa: 11/08/1998.

Título: Síntese eletroquímica e caracterização de polímeros provenientes de misturas de anilina e o-metoxi-anilina.

Resumo: O estudo dos polímeros condutores tem sido bastante intensificado nos últimos anos devido a grande aplicabilidade tecnológica que oferecem. O presente trabalho tem como objetivo contribuir a estes estudos como forma de melhorar as propriedades da polianilina através da associação da mesma com o-metoxianilina, um derivado da anilina, provavelmente obtendo copolímero. Os experimentos de eletropolimerização foram realizados através de voltametria cíclica a partir de soluções aquosas contendo diferentes razões de anilina e o-metoxianilina. A caracterização dos filmes obtidos sobre eletrodos de platina foi efetuada através de voltametria cíclica (resposta eletroquímica), análise elementar, espectroscopia no ultravioleta e visível e no infravermelho, microscopia eletrônica e condutividade. A eletropolimerização simultânea de anilina e o-metoxianilina resulta em um novo material polimérico com promissoras possibilidades de aplicações. Os diferentes polímeros apresentam características que variam com a razão entre os monômeros de anilina e o-metoxianilina utilizadas na síntese. Os resultados sugerem a formação de um copolímero obtido a partir de uma solução contendo uma razão entre os monômeros de anilina e o-metoxianilina de 3:1 em HCl 1,0M com propriedades significativamente diferentes em comparação com polianilina e poli-o-metoxianilina, isoladamente.

Laerte Pinhedo – Programa de Pós-graduação Interunidades em Ciência e Engenharia de Materiais – EESC/IFSC/IQSC-USP – Data de defesa: 21/05/1999.

Título: Ensaios eletroquímicos sobre a oxidação de ácidos húmicos

Resumo: A eliminação de substâncias húmicas de meios aquosos e um assunto que vem sendo explorado intensamente. Contudo, o método eletroquímico, usualmente empregado para a eliminação de poluentes orgânicos, nunca foi explorado. Assim, o presente trabalho consta de uma série de ensaios eletroquímicos visando a eliminação de substâncias húmicas de soluções aquosas. Utilizando um eletrodo de platina e a técnica de voltametria cíclica foram analisadas amostras de ácidos húmicos de diferentes procedências (Cananéia, Pantanal e turfas do rio Mogi Guaçu), sob diferentes condições de pH. A partir desses resultados, foram ensaiadas eletrolises, a corrente constante, de soluções de ácido húmico extraído de turfas do Rio Mogi Guaçu com ânodos de grafite, aço inoxidável e aço niquelado, em meio de cloreto. Apesar da remoção de cor observada durante os processos de eletrólise, esses materiais apresentaram alta degradação e o processo gerou resíduos sólidos. Assim, foram testados ânodos de óxidos mistos do tipo dimensionalmente estáveis, com composições: Ti/Ti0,7Ru0.3O2, Ti/Ti0,7Ir0.3O2, e Ti/Ti0,6Ru0.2Ir0.2O2. Esses materiais mostraram ser eficientes na remoção da cor e na fragmentação da molécula, sem a geração de resíduos sólidos. As análises dos produtos dessas eletrólises foram realizadas por cromatografia líquida e espectroscopia de UV-visível

Eveline de Robertis – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 01/07/1999.

Título: Influência do substrato na adsorção de pirrol analisada através de espectroscopia de impedância eletroquímica.

Resumo: Neste trabalho foram analisados aspectos da adsorção da molécula de pirrol em interfaces compostas por eletrodos monocristalinos e soluções aquosas contendo diferentes concentrações de pirrol, através do uso de espectroscopia de impedância eletroquímica. A aplicação desta técnica a interfaces eletroquímicas constituídas de eletrodos sólidos resulta em diagramas de impedância que apresentam um deslocamento do angulo de fase, que vem sendo atribuído tanto a diferentes graus de heterogeneidade da superfície quanto a processos ocorrendo na interface mas do lado de solução. Com o intuito de verificar a influência de diferentes fatores no deslocamento do ângulo de fase, foram utilizados eletrodos monocristalinos de ouro e prata, para a verificação da influência da natureza do metal, e as orientações (100) e (210) de ambos os metais para analisar a influência da heterogeneidade da superfície. A molécula de pirrol adsorve-se, de forma preferencial sobre prata,paralelamente a superfície do eletrodo, independentemente da orientação cristalográfica. Por outro lado, foi observada a adsorção preferencial na forma perpendicular sobre superfícies de ouro, sendo que neste caso, os processos de adsorção/desorção e reorientação de dipolos são melhores distinguidos. Os ajustes dos dados de impedância foram feitos considerando um análogo eletrônico da interface constituído de uma resistência em série com um elemento de fase constante.Pode assim ser observado que o fator exponencial, nf, varia com o potencial aplicado sobre o eletrodo sendo as variações relacionadas com os processos interfaciais, mais especificamente com as mudanças entrópicas geradas pela reorientação de dipolos na interface. Essas variações apresentam um padrão que é similar ao da função trabalho das diferentes superfícies estudadas. Foram ainda realizados ensaios utilizando a técnica de cronocoulometria os quais permitiram observar que a técnica de EIE, apesar da necessidade de aplicação de um análogo eletrônico da interface para o tratamento dos resultados experimentais, apresenta maior potencialidade na detecção de processos interfaciais.

Rodrigo de Santis Neves – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 21/10/1999.

Título: Análise de medidas de espectroscopia de impedância eletroquímica na presença de adsorção específica de haletos sobre eletrodos monocristalinos de ouro.

Resumo: Neste trabalho, é apresentado um estudo sobre o caráter dispersivo de interfaces formadas por eletrodos Au(111) e Au(210) em contato com soluções aquosas de KF, KCl, KBr e KI, na região de potenciais referente à dupla camada elétrica,com a utilização da espectroscopia de impedância eletroquímica. Esta técnica permite a modelagem da dispersão de capacitância através da consideração de um elemento de fase constante (EFC). Os resultados obtidos são comparados com curvas de capacidade obtidas para as interfaces com a utilização da técnica de cronocoulometria, permitindo observar a relação entre o EFC e a capacidade da interface. Os resultados mostram que todos os sistemas estudados apresentam caráter dispersivo em regiões de potenciais onde ocorrem processos de transferência de fase, como adsorção, rearranjo de espécies na superfície do eletrodo e reconstrução superficial, indicando uma forte influência do lado da solução da interface na dispersão da capacitância. Nas regiões de potenciais onde tais fenômenos não ocorrem, a interface apresenta comportamento praticamente capacitivo, sendo que a comparação entre os resultados obtidos pelos dois métodos apresenta coerência. Essas observações sugerem uma relação direta entre o caráter dispersivo da interface e processos que apresentem a possibilidade de dispersão de energia, que eventualmente ocorram na região interfacial, característica que pode ser atribuída aos processos de transferência de fase, que constituem processos de rearranjo de espécies na superfície do eletrodo, com um nítido caráter dinâmico. Essas constatações permitem conjeturar uma possível relação entre o fenômeno de dispersão de capacitância em interfaces eletroquímicas e a variação da entropia interfacial.

Ellen Kenia Kuntze Pantoja – Programa de Pós-graduação Interunidades em Ciência e Engenharia de Materiais – EESC/IFSC/IQSC-USP – Data de defesa: 02/03/2000.

Título: A eletrooxidação de compostos modelo de lignina envolvendo eletrodos modificados com polianilina.

Resumo: Nesse trabalho, utilizamos a técnica de voltametria cíclica para comparar a atividade catalítica de eletrodos de Pt, PAni e PAni/Pt frente a eletrooxidação de guaiacol e eugenol, compostos modelos de lignina. Inicialmente foi feito um reconhecimento do comportamento desses compostos com eletrodos de Pt, empregando diferentes velocidades de varredura e concentração de orgânico. A seguir foram obtidos os filmes de PAni com e sem partículas de Pt em sua superfície. A caracterização dos filmes de PAni foi efetuada através de voltametria cíclica (resposta eletroquímica), espectroscopia de infravermelho por refletância e microscopia eletrônica de varredura, antes e após sua aplicação na solução com os compostos orgânicos. Foi feito a eletrólise a potencial controlado dos orgânicos com os eletrodos de Pt e PAni e as amostras coletadas foram analisadas qualitativamente por HPLC. Os resultados sugerem que, embora o guaiacol e eugenol apresentem menor potencial de oxidação com os eletrodos de PAni, esses eletrodos modificam-se no decorrer dos experimentos devido a formação de um filme fenólico não condutor sobre o ânodo.

Paula Sbaite – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de Defesa: 04/06/2001.

Título: Sínteses química e eletroquímica de polianilina em meio de cloreto.

Resumo: O presente estudo trata da análise da influência da concentração de ânions cloreto e da natureza dos cátions em solução, nas propriedades de polianilina sintetizada química e eletroquimicamente, a 0oC. Em ambos os métodos de síntese foram utilizadas soluções contendo 0,1 mol L-1 de anilina (monômero), com concentração de cloreto constante, no intervalo 0,4 a 2,51 mol.L-1, de acordo com a relação: x HCl + 0,1 mol L-1 de anilina + y LiCl ou MgCl2. Após a obtenção das distintas polianilinas, estas foram caracterizadas com o auxílio de diferentes técnicas. Pode ser observado que tanto a concentração de ácido clorídrico quanto a presença de sal (efeito do cátion) tem influência na síntese do polímero e consequentemente apresentam alterações nas propriedades desses materiais. A temperatura utilizada nas sínteses químicas e eletroquímicas favoreceu a formação de uma cadeia polimérica mais ordenada e com menor degradação e maior estabilidade mecânica quando comparada as sínteses realizadas a temperatura ambiente. Nota-se que a incorporação de cloreto à cadeia polimérica não pode ser confirmada mesmo com a utilização de técnicas variadas, uma vez que com o aumento de concentração de cloreto no meio reacional, o que levaria a formação de uma cadeia com maior número de cloretos incorporados, não foi encontrada uma maior porcentagem de demais elementos na análise elementar como era de se esperar. Por sua vez, ao analisar a influência dos cátions utilizados nota-se que existe um aumento de condutividade com a concentração de cloreto constante na ausência de sal em relação as sínteses realizadas na presença de sal. Nota-se também que na presença de cloreto de magnésio são observados valores mais elevados do que na presença de cloreto de lítio, o que é um indicativo que os cátions exercem influência nas propriedades dos polímeros e de modo geral, pode ser dito que morfologicamente, há formação de uma estrutura mais compacta na presença de cloreto de lítio em relação a estrutura observada na presença de cloreto de magnésio, que pode ser dita “mais aberta”.

Sandra Regina de Moraes – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 08/06/2001.

Título: Influência do meio reacional na síntese de polianilina para aplicação contra a corrosão de aço.

Resumo: O presente trabalho demonstra que polianilina (PAni) pode ser sintetizada química e eletroquimicamente a partir de solução tampão fosfato (X H3PO4 + Y KH2PO4), com X=Y variando de 0,4 a 1,0 M e valores de pH de 1,7 a 2,0. Os experimentos eletroquímicos de PAni sobre platina foram realizados utilizando voltametria cíclica e foi possível observar a influência de diversos parâmetros. Para a polimerização química nas diferentes soluções tampão contendo anilina foi usado persulfato de amônio (NH4)2SO8, como agente oxidante e temperatura de síntese de 00C. Os diferentes polímeros obtidos foram caracterizados por resposta eletroquímica, espectroscopias no UV-visível e infravermelho, condutividade e microscopia eletrônica de varredura. A PAni obtida a partir das soluções tampão fosfato (PAni-fosfato) apresentaram características que dependem da concentração, pH, método de síntese e estado de oxidação. Os resultados sugerem que as soluções tampão fosfato podem ser empregadas como meios alternativos ou substituintes aos usualmente empregados (H2SO4, HCl e etc) para sintetizar PAni. A aplicabilidade de PAni-fosfato como agente inibidor da corrosão foi realizada usando aço inoxidável (304) e carbono (1010). O filme de PAni- fosfato foi aplicado sobre a superfície metálica a partir de uma dispersão (PAni química) e eletrossintetizado diretamente sobre o metal. Foi observado que as estruturas de PAni-fosfato sobre aço inoxidável são fortemente dependentes da concentração da solução tampão. Os ensaios de corrosão que consistiram de medidas de potencial de circuito aberto e curvas potenciodinâmicas demonstraram que somente o aço inoxidável pode ser efetivamente protegido contra a corrosão em meio aquoso de NaCl.

Claudomiro Pinto Barbosa – Programa de Pós-graduação em Química – Área de Química Analítica – IQSC-USP – Data de defesa: 21/03/2003.

Título: Degradação eletroquímica do ácido húmico complexado com cobre.

Resumo: Este trabalho teve a finalidade de estudar a degradação do ácido húmico comercial complexado como o íon cobre. Foram realizados testes de eletrólise empregando um reator tipo filtro prensa. A degradação do ácido húmico foi feita em diferentes densidades de correntes utilizando eletrodo de aço inoxidável como contra eletrodo e oxido de titânio como eletrodo de trabalho, com e sem o uso de membrana. O acompanhamento dos produtos gerados na eletrólise foi feito por cromatografia liquida e espectroscopia de ultravioleta visível, e a concentração do cobre por espectroscopia de absorção atômica. Os resultados obtidos demonstraram a eficiência do processo eletroquímico de degradação na remoção da cor escura da solução em todas as situações e não foi observada a formação de resíduos. Nos experimentos de degradação com e sem o uso de membranas foram obtidos produtos e rendimento diferentes. Comparando as degradações sem e com o uso de membrana foi observado que o uso da membrana aniônica lonac se obtém melhores resultados. A oxidação do AH e posterior retirada do cobre por redução, utilizando membrana aniônica lonac demonstra ser o ideal para a degradação do ácido húmico e retirada do cobre, apresentado os melhores resultados e menor densidade de corrente

Fábio Augusto Mattenhauer – Programa de pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 29/10/2004.

Título: Utilização de polianilina como revestimento protetor contra a corrosão de ligas de alumínio

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo o estudo da deposição de filmes de polianilina sobre ligas de alumínio e determinar o efeito de proteção destes filmes contra os processos de corrosão destas ligas, tanto pelas propriedades de barreira quanto pela passivação da superfície devido as propriedades redox do polímero. As ligas de alumínio a serem estudadas neste trabalho são: AA-2014 F; AA-2024 T3 e; 7075 T6. Estas ligas foram caracterizadas quanto a sua resistência à corrosão em meios contendo cloreto, por ensaios de polarização anódica, névoa salina e microscopia eletrônica de varredura. A deposição dos filmes de polianilina foi realizada com o uso da técnica de deposição potenciostática. Estas deposições foram realizadas em dois meios distintos: – ácido oxálico e anilina e – ácido sulfúrico e anilina. Após as deposições o desempenho dos sistemas liga/filme quanto à proteção contra a corrosão foi estimado pelas mesmas técnicas utilizadas para caracterizar o comportamento corrosivo das ligas sem recobrimento. A composição das ligas, e o ácido utilizado no crescimento dos filmes, influenciam na morfologia, e nas características protetoras dos filmes. Os filmes de PAni protegem as ligas contra a corrosão, fato que pode ser observado nos ensaios névoa salina, e nas microscopias eletrônicas de varredura realizadas nas ligas não recobertas e recobertas com os filmes de PAni. Em geral, os filmes formados a partir de solução de ácido sulfúrico e anilina oferecem uma maior proteção contra a corrosão destas ligas. O estado de dopagem dos filmes também influencia na proteção contra a corrosão das ligas, para a maioria dos casos os filmes no estado desdopado ofereceram maior proteção. Os filmes formados sobre as ligas a partir dos diferentes meios foram analisados quanto a sua composição por espectroscopia na região do infravermelho, e quanto ao comportamento eletrônico, por espectroscopia na região do infravermelho, e quanto ao comportamento eletrônico, por espectroscopia na região do ultravioleta-visível, mostrando estes filmes possuem as características intrínsecas dos filmes de PAni.

Fabiana Moreto - Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 20/04/2006.

Título: Utilização de polímeros e copolímeros condutores na detecção de compostos orgânicos.

Resumo: O estudo dos polímeros condutores tem sido bastante intensificado nos últimos anos devido a grande aplicabilidade tecnológica que oferecem. O presente trabalho tem como objetivo contribuir com esses estudos desenvolvendo sensores de polímeros condutores (PAni e POMA e copolímeros de PAni/POMA), para a determinação de compostos orgânicos (Hidroquinona). Os filmes poliméricos foram obtidos por eletropolimerização pela técnica de voltametria cíclica, técnica esta que foi utilizada para as respostas eletroquímicas da hidroquinona em contato com os filmes. A caracterização estrutural dos filmes foi realizada por espectroscopia no ultravioleta e visível e no infravermelho e a caracterização morfológica por microscopia eletrônica de varredura. Os filmes de PAni, POMA e PAOMA em meio de HCl com espessuras de 2,82, 1,1 e 0,039 nm respectivamente apresentaram melhor índice de detecção, já os filmes de PAni, POMA e PAOMA eletrossintetizados em meio de H2SO4, apresentaram melhor índice de detecção com espessuras de 1,34, 1,4 e 0,032 nm, respectivamente.

Fernando Cruz de Moraes – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 30/06/2006.

Título: Influência da microestrutura dos aços inoxidáveis (austeníticos, ferríticos e martensíticos) na proteção contra a corrosão por filmes de polianilina.

Resumo: Neste trabalho foram obtidos filmes de polianilina (PAni) por eletropolimerização (voltametria cíclica) sobre aços inoxidáveis austenítico (AISI 304), ferrítico (AISI 430) e martensítico (AISI 420), em meio de ácido oxálico. Os filmes de PAni foram preparados a partir de solução aquosa de ácido oxálico 0,3 mol L-1 contendo 0,1 mol L-1 de anilina a 50 mV s-1. Os valores de carga anódica total obtidos durante os estágios de eletropolimerização evidenciaram diferenças mecanísticas na polimerização da anilina sobre os diferentes aços. Os materiais poliméricos foram caracterizados por resposta eletroquímica, espectroscopias de impedância eletroquímica (EIS), de ultravioleta-visível (UV-vis-NIR), de infravermelho (IV), difração de raios X (DRX), além de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os filmes de PAni sobre aço AISI 420, em relação aos demais aços, apresentam diferenças significativas de morfologia. Adicionalmente, pode também ser observado que os aços com maior quantidade de cromo em sua composição, minimizam a formação de uma camada de oxalato de ferro, a qual é intermediária entre o metal e o filme de PAni. A camada de oxalato de ferro diminui as interações galvânicas entre o polímero e ferro do metal, promovendo a formação de filmes de PAni porosos e menos aderentes. A viabilidade de aplicação dos filmes de PAni dopados e desdopados, na proteção contra a corrosão dos aços inoxidáveis foi observada mediante polarização potenciodinâmica em solução aquosa de NaCl. Os parâmetros eletroquímicos extraídos das curvas demonstraram que o filme de PAni, no estado desdopado, é o que protege mais efetivamente os aços AISI 304 e AISI 430 contra a corrosão. A partir dos ensaios de corrosão e análises de EIS, foi proposto um mecanismo de deposição da PAni, o qual evidencia que a natureza do substrato metálico tem forte influência na formação dos filmes de PAni, quando a composição e a microestrutura dos aços são diferentes

Alexandra da Silva Oliveira – Programa de Pós-graduação Interunidades em Ciência e Engenharia de Materiais – EESC/IFSC/IQSC-USP – Data de defesa: 21/06/2007.

Título Avaliação da resistência à corrosão de liga de alumínio utilizadas em trocadores de calor automotivos.

Resumo É constante o crescimento do uso das ligas de alumínio na indústria automotiva, pois elas reduzem significativamente o peso do automóvel, o consumo de combustível e a poluição ambiental. Dentro desse segmento, sistemas de refrigeração automotivos têm sido urna das principais aplicações, devido a facilidade de manufatura e a combinação de propriedades físicas e químicas, corno a excelente condutibilidade térmica. Entretanto, o meio em que esses materiais são submetidos, somados ao efeito da temperatura, pode tornar as ligas de alumínio extremamente suscetíveis á corrosão, gerando falhas durante a aplicação do componente (radiador/ resfriador). O aumento contínuo de custos atribuídos a falhas em radiadores de água em campo devido à corrosão justifica um estudo sobre o comportamento de seus materiais frente ás condições da interface entre o fabricante do radiador e o cliente. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo avaliar o comportamento de corrosão das ligas de alumínio AAl197, AA3003, AA3103, A360.0 e A413.0, em solução de cloreto de sódio e aditivo para radiador em quatro temperaturas, através de curvas de polarização potenciodinâmica, ensaio de imersão e observação microscópicas. Os resultados mostram que o aditivo para radiador apresenta influencia direta no comportamento de corrosão sob todas as ligas, evidenciado pelo efeito de inibição e, a superfície do material após os ensaios eletroquímicos e de imersão.

Álvaro Fontana – Programa de Pós-graduação em Físico-química – IQSC-USP – Data de defesa: 02/08/2007.

Título: Utilização de polianilina como revestimento protetor contra corrosão das ligas de alumínio 2014 F, 2024 T3 e 7075 O.

Resumo: É grande o uso do alumínio em virtude de sua viabilidade técnica e econômica além da alta proteção frente à corrosão conferida pelo filme de óxido de alumínio formado em sua superfície. Neste trabalho foram realizadas deposições de filme de polianilina (PAni) sobre ligas de alumínio AA-2014, AA-2024 e 7075 O. Os experimentos de eletropolimerização foram realizados por voltametria cíclica e cronoamperometria a partir de soluções aquosas contendo ácido fosfórico, ácido sulfâmico e anilina. Para a caracterização dos filmes obtidos sobre as superfícies das ligas foram utilizadas as técnicas de espectroscopia de infravermelho, microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de impedância eletroquímica. Os ensaios de corrosão foram realizados em meio agressivo ao alumínio, solução aquosa de NaCl 0,6 mol L-1 por medidas de polarização potenciodinâmica. Também foi estudada a nucleação dos filmes de PAni por cronoamperometria sobre as mesmas ligas. A partir da caracterização dos polímeros, os resultados demonstram diferenças estruturais entre os filmes de PAni decorrentes do meio ácido utilizado na eletropolimerização, que influencia na proteção contra corrosão. Estruturalmente os filmes eletropolimerizados em meio de ácido fosfórico são mais porosos em relação ao filme de PAni obtido em meio de ácido sulfâmico. Tanto para os filmes obtidos a partir de soluções aquosas de ácido fosfórico como de ácido sulfâmico ocorreram variações estruturais dos filmes após os ensaios de corrosão. Os parâmetros eletroquímicos extraídos das curvas potenciodinâmicas e das análises de impedância demonstram que os filmes obtidos protegem as ligas estudadas contra corrosão. Considerando-se o filme no estado desdopado, para a liga AA-2014, houve um deslocamento no potencial de corrosão de 61,2 mV para valores mais positivos em relação a liga sem recobrimento. Para as outras ligas esse deslocamento foi de 176,1 mV para a liga AA-2024 e 134,3 mV para a liga 7075, evidenciando assim uma maior proteção contra corrosão. Os estudos de corrosão evidenciam que os filmes de PAni podem ser alternativas viáveis aos outros meios protetores utilizados contra corrosão.

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